domingo, 24 de maio de 2009

Módulo de Língua Portuguesa

Módulo de Língua Portuguesa

Disciplina: Língua Portuguesa Professor: Sebastião de Oliveira Monitor:
Série: 1ª Turmas: A, B, C, D, E Bimestre letivo: II
Período letivo: 27/04 a 24/07















Conteúdos
Acentuação Concordância verbal e nominal Ortografia
Regência verbal e nominal




ORTHOS - (correta) + GRAFIA (escrita) » escrita correta

A função da ortografia é o emprego correto das letras e dos sinais gráficos na língua
escrita, ou seja, definir normas as quais as palavras devem ser escritas
corretamente.

Nesse tutorial veremos o emprego das letras G, J, S e Z, pois com certeza causam
dúvidas na hora de grafar corretamente as palavras que necessitam do uso delas.

EMPREGO DAS LETRAS G/J

Escrevemos com a letra G:

I – Substantivos terminados em –agem, igem, -ugem.

Exemplos:

Garagem, aragem, viagem, vertigem, origem, ferrugem.

II – Os substantivos terminados em –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio.

Exemplos:

Contágio, egrégio, prodígio, relógio, refúgio.

III – Nomes derivados de outros grafados com G.

Exemplos:

Massagista (derivado de massagem), passageiro (derivado de passagem),
mensageiro (derivado de mensagem).

IV – Outros substantivos grafados com G.

Exemplos:

Algema, apogeu, auge, estrangeiro, gengiva, gengivite, gesto, gestação, giz, gíria,
megera, monge.

Escrevemos com a letra J:

I – Palavras derivadas de outras que terminadas em –ja.

Exemplos:

Cerejeira (derivado de cereja), lisonjear e flexões (derivado de lisonja), laranjada,
laranjeira (derivado de laranja), lojista (derivado de loja).

II – Todas as formas dos verbos terminados em –jar ou –jear.

Arranjar – arranjei, arranjou, arranjamos.
Viajar – viajei, viajamos, viajem.
Gorjear – gorjeio, gorjeiam.

III – Palavras cognatas ou derivadas de outras que têm J.

Exemplos:

Jeito, ajeitar, desajeitado, projeto, projétil, nojo, nojento, nojeira, objetivo.

IV – Palavras de origem indígena ou africana:

Exemplos:

Canjica, jenipapo, jerimum, pajé.

V – Outras palavras grafadas com a letra J.

Exemplos:

Berinjela, sujeira, traje, ultraje, manjedoura, Jerônimo.

Na língua portuguesa existem letras que representam o fonema s:

C,Ç; SS; SC; SÇ; X; XC.

I – Palavras grafadas com C, Ç.

Exemplos:

Acetona, muçulmano, açúcar, paçoca, muriçoca, exceto, exceção, anoitecer,
cimento, cidade, cidadão.

II – Palavras grafadas com SS.

Exemplo:

Acesso, acessório, carrossel, concessão, sessão, discussão, expressivo, massagem,
massagista, profissional, profissão.

III – Palavras grafadas com SC, SÇ.

Exemplos:

Acrescentar, adolescente, adolescência, crescimento, decrescente, piscina, desço,
cresço.

IV – Palavras grafadas com X

Exemplos:

Aproximação, máximo, próximo, trouxe, trouxeste, proximidade, extraordinário.

V – Palavras grafadas com XC.

Exemplos:

Exceção, exceto, excedente, excelente, excitado, excitação, excepcional,
excepcionalmente, exceder.

Alguns homônimos:

Acento
Assento
Cesta
Sexta
Cismo
Sismo
Incipiente
Insipiente
Ruço
Russo
Paço
Passo







EMPREGO DA LETRA S (com som da letra Z)

Escrevemos com S ao invés de Z:

I – Adjetivos com sufixos –oso, -osa.

Exemplos:

Gostoso, graciosa, teimoso, misteriosa.

II – Adjetivos pátrios com os sufixos ÊS, ESA.

Exemplos:

Inglês, francês, japonês, holandesa, polonesa, japonesa, etc.

III – Substantivos com os sufixos -ese, -isa, -ose.

Exemplos:

Catequese, diocese, poetisa, sacerdotisa, metamorfose.

IV – Verbos derivados de palavras cujo radical termina em S.

Exemplos:

Analisar (derivado de análise), extasiar (derivado de êxtase).

V – As formas e derivados dos verbos pôr e querer.

Exemplos:

Pus, puseste, compusesse, quisemos, quiséssemos.

VI – Alguns nomes próprios.

Exemplos:

Baltasar, Isabel, Isaura, etc.

VII – Alguns substantivos e seus cognatos.

Exemplos:

Análise, através, usina, usineiro, tesoura, tesoureiro, raposa, querosene, frase,
mesada, presídio, prisioneiro.

EMPREGO DA LETRA Z

I – Os derivados terminados em –zal, -zeiro, -zinho, -zinha.

Exemplos:

Cafezal, cafezinho, pezinho, vizinha, etc.

II – Palavras derivadas de outras cujo radical termina em Z.

Exemplos:

Cruzeiro (derivado de cruz), esvaziar (derivado de vazio).

III – Verbos terminados em –izar, e seus cognatos.

Exemplos:

Fertilizante, fertilizar, etc.

IV – Substantivos abstratos terminados em –eza, derivados de adjetivos que
denotam qualidade física ou moral.

Exemplos:

Pobreza (de pobre), riqueza (de rico), limpeza (de limpo).

V – Algumas palavras, tais como:

Azeite, amizade, buzina, xadrez, prezado, vazamento.

SINTESE DO TUTORIAL

Escrevemos com a letra G:

I – Substantivos terminados em –agem, igem, -ugem.

II – Os substantivos terminados em –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio.

III – Nomes derivados de outros grafados com G.

IV – Outros substantivos grafados com G.

Escrevemos com a letra J:

I – Palavras derivadas de outras que terminadas em –ja.

II – Todas as formas dos verbos terminados em –jar ou –jear.

III – Palavras cognatas ou derivadas de outras que têm J.

IV – Palavras de origem indígena ou africana:

V – Outras palavras grafadas com a letra J.

Escrevemos com S ao invés de Z:

I – Adjetivos com sufixos –oso, -osa.

II – Adjetivos pátrios com os sufixos ÊS, ESA.

IV – Verbos derivados de palavras cujo radical termina em S.

V – As formas e derivados dos verbos pôr e querer.

EMPREGO DA LETRA Z

I – Os derivados terminados em –zal, -zeiro, -zinho, -zinha.

II – Palavras derivadas de outras cujo radical termina em Z.

III – Verbos terminados em –izar, e seus cognatos.

IV – Substantivos abstratos terminados em –eza, derivados de adjetivos que
denotam qualidade física ou moral.


EMPREGO DAS LETRAS S/Z

I – sufixo –ês e ez:

ÊS » derivado do latim ense. Forma adjetivos, algumas vezes substantivos, derivados de substantivos
concretos.

Exemplo:

Chinês (China), francês (França), burguês (burgo), polonês (Polônia), japonês (Japão), holandês
(Holanda).

EZ » Forma substantivos femininos, derivados de adjetivos.

Exemplo:

Acidez (ácido), estupidez (estúpido), nudez (nu), lucidez (lúcido).

II – sufixos ESA e EZA

ESA

Verbos terminados em –ender:

presa (prender), defesa (defender), empresa, empresário (empreender), surpresa, (surpreender).

Substantivos que designam títulos de nobreza.

Exemplo:

Consulesa, duquesa, marquesa, baronesa.

Formas femininas dos adjetivos terminados em –ês.

Exemplo:

Japonesa, francesa, polonesa, holandesa, burguesa, camponesa.

EZA

Substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos que denotam qualidade, estado, condição.

Exemplo:

Beleza (belo), pobreza (pobre), fraqueza (fraco), riqueza (rico), franqueza (franco).

III – sufixos ISAR e IZAR:

Verbos terminados em –isar o radical dos nomes termina em –s.

Exemplo:

Frisar (friso + ar)
Pisar (piso + ar)
Catalisar (catálise + ar)
Analisar (análise + ar)

Verbos cujo radical não terminam em –s, grafam-se izar.

Exemplo:

Civilizar – (civil + izar)
Amenizar – (ameno + izar)
Colonizar – (colono + izar)
Cicatrizar – (cicatriz + ar)
Deslizar – (deslize + ar)

EMPREGO DA LETRA H

Não há valor fonético para esta letra, seja no início ou no fim das palavras.

Empregamos o H nos seguintes casos:

I – inicial, quando etimológico.

Exemplo:

Homem, hélice, hérnia, Horácio.

II – dígrafos ch, lh, nh.

Exemplo:

Chaveiro, mochila, chuva, ninho, palhaço, telhado, galho, minhoca, companhia, manhã.

III – nas interjeições.

Exemplo:

Ih! Esqueci da minha chave.

IV – no segundo elemento dos substantivos compostos unidos por hífen, se etimológico:

Exemplo:

Pré-histórico, anti-higiênico, super-homem.

V – no substantivo próprio Bahia. Nos derivados não se grafa o H.

Exemplo:

Baiana, baiano, baião.

EMPREGO DAS LETRAS E, I, O e U.

Escrevemos com a letra E:

I – na última sílaba dos verbos terminados em –uar:

Exemplo:

Continue, habitue, perpetue, pontue.

II – na última sílaba dos verbos terminados em –oar:

Exemplo:

Abençoe, magoe, perdoe.

III – palavras formadas com o prefixo ANTE.

Exemplo:

Antebraço, anteontem.

Escrevemos com a letra I:

I – na última sílaba dos verbos terminados em –uir:

Exemplo:

Diminui, possui, retribui, usufrui.

II – palavras formadas pelo prefixo ANTI

Exemplo:

Antitetânica, anticristo, antibiótico.

Com a letra O escrevemos as seguintes palavras:

Canto, manto, botequim, engolir, mosquito, tribo, etc.

Com a letra U escrevemos as seguintes palavras:

Cúpula, tábua, tabuada, jabuti, urtiga, curumim, camundongo, etc.

Diferenciamos alguns parônimos pela oposição das letras E, I, O, U:

Área – ária
Emigrar – imigrar
Recrear – recriar
Descrição – discrição
Eminente – iminente
Soar – suar
Comprimento – cumprimento.

EMPREGO DO X

Na língua portuguesa o X é representado pelos seguintes fonemas:

CH CS Z SS S

CH

Vexame, enxada, enxurrada, xarope, xampu, xícara, etc.

CS

Sexo, táxi, tóxico, sexologia, toxicologia, etc.

Z

Exílio, exame, êxodo, exato, exatamente, exercício, examinar, etc.

SS

Auxílio, máxima, proximidade, próximo, Auxiliadora.

S

sexta-feira, expectativa, extenso, extensão, extensivo, expansivo, etc.

Escrevemos com X e não com S:

Êxtase, expoente, exponencial, têxtil, texto, textura, expiação, expiar, etc.

Escrevemos com X e não com CH:

I – depois de ditongo.

Exemplo:

Feixe, peixe, baixo, baixela, ameixa, etc.

II – em palavras iniciadas por –EN :

Enxurrada, enxame, enxuto, enxugar, enxugamento, etc.

III – nas palavras de origem africana ou indígena.

Abacaxi, Xingu, caxumba, Xavante, etc.

IV – em algumas palavras:

Bexiga, praxe, xingar, mexido, lixeira, lixo, puxada, xenofobia, etc.

Escrevemos com CH as seguintes palavras:

Mochila, fachada, pechincha, salsicha, chinelo, chocolate, flecha, chuveiro, chaveiro, chave, colcha,
concha, chupeta, machucado, machucar, etc.



A sintaxe de regência cuida especialmente das relações de dependência em que se encontram os termos na oração ou as orações entre si no período composto. Os termos, quando exigem a presença de outro, chamam-se regentes ou subordinantes; os que completam a significação dos anteriores chamam–se regidos ou subordinados. Quando o termo regente é um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), ocorre a regência nominal.

Veja:



Agora note:






Quando um termo REGENTE é um VERBO, ocorre a REGÊNCIA VERBAL.

Voltemos:



Agora veja:



Como você deve ter notado, quando o termo REGENTE é um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), ocorre a REGÊNCIA NOMINAL, tanto no período simples quanto no composto por subordinação.

Nota: Na regência verbal, o termo regido pode ser ou não preposicionado: na regência nominal, ele é obrigatoriamente preposicionado.

A palavra REGÊNCIA vem do verbo reger (reger = -ência), e este do latim Regere = dirigir, guiar, conduzir, governar.

Dessa forma, regente é aquele que DIRIGE, CONDUZ, GOVERNA, e regido é aquele que é DIRIGIDO, CONDUZIDO, GOVERNADO.

Fique atento a isto:

O termo que completa o sentido de um verbo é chamado OBJETO. O objeto (termo regido) pode estar ligado (ao termo regente) por meio da preposição ou não. Se completar o verbo sem preposição obrigatória, recebe o nome de objeto direto, e pode ocorrer em período simples ou composto por subordinação.

Veja o exemplo:





Notou no exemplo que este verbo CHAMAR não pede a preposição para ter significação no seu complemento? Temos aqui um período simples, (oração que apresenta apenas um verbo ou locução verbal).

No caso de dúvida(s) se o “a” é preposição ou artigo, tente substituí-lo pela preposição para. Se não der é porque não é preposição.


Outra dica para saber também se o complemento verbal é objeto direto ou indireto é só você fazer a pergunta depois do verbo, por exemplo, chama quem? Resposta: A atenção.

Troque o complemento “a resposta” pelo pronome isto, assim: chama quem? Resposta: isto. O pronome "isto" pediu preposição? Não, então o complemento do verbo é objeto direto.

Se o termo completar o sentido do verbo por meio da preposição obrigatória, então, o complemento verbal é objeto indireto. Veja o exemplo:






Notou que o verbo pede a preposição para que o complemento verbal tenha sentido?

Agora troque o complemento verbal pelo pronome NISTO. Acredita em quê? Resposta: Nisto (contração da preposição "em" + o pronome "isto" = nisto). Fácil, não é?

No período composto por subordinação o processo é o mesmo.

Veja o exemplo:



Que é que o público exigia? Resposta: que os ingressos fossem devolvidos.

Trocando a oração subordinada pelo pronome ISTO, temos como resposta: O público exigia isto.

Notou que o verbo EXIGIR não pediu a preposição? É por isto que a oração exemplificada é classificada como oração subordinada substantiva objetiva direta.

Note agora:




Substituindo a oração subordinada pelo pronome NISTO, temos: Meus pais insistiam nisto.

NISTO é a contração da preposição em + o pronome isto.

Espero que você tenha entendido e gostado da explicação!

Para lembrar, veja o quadro abaixo:





Para lembrar, veja o quadro abaixo:
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
VTD verbo transitivo direto (não exige preposição)
OD objeto direto (completa o sentido de um verbo transitivo direto)
VTI verbo transitivo indireto (exige a preposição)
OI objeto indireto (completa o sentido de um verbo transitivo indireto)
VTDI verbo transitivo direto e indireto
CN complemento nominal (completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio)
VV vozes verbais
VA voz ativa: sujeito agente
VPA voz passiva analítica (verbo ser + particípio)
VPS voz passiva sintética (com o pronome “se”)
VPR voz passiva reflexiva (sujeito agente e paciente)


REGÊNCIA DE ALGUNS VERBOS
ASPIRAR

• No sentido de 'almejar', 'pretender', pede complemento com a preposição 'a' (objeto indireto):





• No sentido de 'cheirar', 'sorver', 'inalar', pede complemento sem preposição (objeto direto):


ASSISTIR

• No sentido de 'prestar assistência', 'dar ajuda', é normalmente empregado com complemento sem preposição (objeto direto):





• No sentido de 'ver', 'presenciar como espectador', pede complemento com a preposição 'a' (objeto indireto):


• No sentido de ‘caber’, ‘pertencer’ pede complemento com a preposição 'a' (objeto indireto):




CHAMAR

• No sentido de ‘convocar’, ‘mandar vir’, exige complemento sem preposição (objeto direto):


• No sentido de 'cognominar', 'dar nome', pode ser tanto transitivo direto como indireto (com o objeto indireto regido pela preposição 'a' seguido de predicativo do objeto introduzido ou não pela preposição 'de'. Há, portanto, quatro construções possíveis:


Caso o complemento (objeto direto ou indireto) esteja representado por um pronome oblíquo átono, teremos as seguintes construções:

Chamei-o de covarde. Chamei-lhe de covarde.

Chamei-o covarde. Chamei-lhe covarde.

ESQUECER, LEMBRAR

• Quando não forem acompanhados de pronome oblíquo átono, pedem complemento sem preposição (objeto direto).


• Quando forem acompanhados de pronome oblíquo átono, pedem complemento com preposição 'de' (objeto indireto):


CUSTAR

Empregado no sentido de 'ser custoso', 'ser difícil', pede complemento introduzido pela preposição 'a' (objeto indireto) e tem seu sujeito representado por uma oração com verbo no infinitivo:



IMPLICAR

• No sentido de 'trazer como conseqüência', 'acarretar', exige complemento sem preposição (objeto direto):
• No sentido de 'mostrar-se impaciente', 'demonstrar antipatia', exige complemento com a preposição 'com' (objeto indireto):

INFORMAR

Normalmente é usado com dois complementos: um sem preposição (objeto direto) e outro com preposição (objeto indireto). Admite duas construções: informar alguma coisa a alguém ou informar alguém de (ou sobre) alguma coisa.



Esta regra a respeito do verbo INFORMAR aplicar-se também aos verbos AVISAR, CERTIFICAR, CIENTIFICAR, NOTIFICAR e PREVENIR.
OBEDECER

Na linguagem culta deve ser empregado como transitivo indireto, com o complemento introduzido pela preposição 'a':

NAMORAR

Quando usado com complemento, é transitivo direto; portanto o complemento não deve vir introduzido por preposição:



PAGAR / PERDOAR

Se o complemento denota coisa, deve ir sem preposição (objeto direto); mas se o complemento denota pessoa, deve vir regido pela preposição 'a' (objeto indireto).



PREFERIR

Na linguagem culta, o verbo preferir deve ser empregado com dois complementos: um sem preposição (objeto direto) e outro com a preposição 'a' (objeto indireto)



PROCEDER

• No sentido de 'ter fundamento', 'mostrar-se verdadeiro', é empregado sem complemento (verbo intransitivo):


• No sentido de 'originar-se', 'provir', é transitivo indireto com complemento regido pela preposição 'de':



• No sentido de 'levar a efeito', 'executar', 'realizar', é transitivo indireto com complemento regido pela preposição 'a':





QUERER

• No sentido de 'desejar', 'ter vontade de', pede complemento sem preposição (objeto direto):


• No sentido de 'estimar', 'ter afeto', é transitivo indireto com complemento regido pela preposição 'a':



SIMPATIZAR

Pede complemento com a preposição 'com' (objeto indireto).


VISAR

• No sentido de 'mirar' e de 'dar visto', pede complemento sem preposição (objeto direto):

• No sentido de 'ter vista', 'objetivar', é transitivo indireto com complemento regido pela preposição 'a':







1. (UFPA) Assinale a alternativa que contém as respostas corretas.

I. Visando apenas os seus próprios interesses, ele, involuntariamente, prejudicou toda uma família.
II. Como era orgulhoso, preferiu declarar falida a firma a aceitar qualquer ajuda do sogro.
III. Desde criança sempre aspirava a uma posição de destaque, embora fosse tão humilde.
IV. Aspirando o perfume das centenas de flores que enfeitavam a sala, desmaiou.

a) II, III, IV
b) I, II, III
e) I, III, IV
d) I, III
e) I, II

2. (UFAM) Assinale o item em que há erro quanto à regência:

a) São essas as atitudes de que discordo.
b) Há muito já lhe perdoei.
c) Informo-lhe de que paguei o colégio.
d) Costumo obedecer a preceitos éticos.
e) A enfermeira assistiu irrepreensivelmente o doente.

3. (UNIMEP-SP) Quando implicar tem sentido de “acarretar”, “produzir como conseqüência”, constrói-se a oração com objeto direto, como se vê em:

a) Quando era pequeno, todos sempre implicaram comigo.
b) Muitas patroas costumam implicar com as empregadas domésticas.
c) Pelo que diz o assessor, isso implica em gastar mais dinheiro.
d) O banqueiro implicou-se em negócios escusos.
e) Um novo congelamento de salários implicará uma reação dos trabalhadores.

4. (FMU-SP) Assinale a única alternativa incorreta quanto à regência do verbo.

a) Perdoou nosso atraso no imposto.
b) Lembrou ao amigo que já era tarde.
c) Moraram na rua da Paz.
d) Meu amigo perdoou ao pai.
e) Lembrou de todos os momentos felizes.

05. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que há erro de regência verbal.

a) Os padres das capelas que mais dependiam do dinheiro desfizeram-se em elogios à garota.
b) As admoestações que insisti em fazer ao rábula acabaram por não produzir efeito algum.
e) Nem sempre o migrante, em cujas faces se refletia a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a situação.
d) Era uma noite calma que as pessoas gostavam, nem fria nem quente demais.
e) Nem sempre o migrante, cujas faces refletiam a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a situação.

06. (UFG) Indique a alternativa correta.

a) Sempre pago pontualmente minha secretária.
b) Você não lhe viu ontem.
e) A sessão fora assistida por todos os críticos.
d) Custei dois anos para chegar a doutor.
e) O ideal a que visavam os parnasianos era a perfeição estética.

07. (UFSCar-SP) Assinale a alternativa correta quanto à regência:

a) A peça que assistimos foi muito boa.
b) Estes são os livros que precisamos.
c) Esse foi um ponto que todos se esqueceram.
d) Guimarães Rosa é o escritor que mais aprecio.
e) O ideal que aspiramos é conhecido por todos.

08. (Mack-SP) Assinale a alternativa incorreta quanto à regência verbal:

a) Ele custará muito para me entender.
b) Hei de querer-lhe como se fosse minha filha.
c) Em todos os recantos do sítio, as crianças sentem-se felizes, porque aspiram o ar puro.
d) O presidente assiste em Brasília há quatro anos.
e) Chamei-lhe sábio, pois sempre soube decifrar os enigmas da vida.

09. (CEFET-PR) Assinale a alternativa que apresenta incorreção quanto à regência:

a) Nós nos valemos dos artifícios que dispúnhamos para vencer.
b) Ele preferiu pudim a groselha.
c) O esporte de que gosto não é praticado no meu colégio.
d) Sua beleza lembrava a mãe, quando apenas casada.
e) Não digo com quem eu simpatizei, pois não lhe interessa.

10. (Conc. Investigador de Policia) Assinale a alternativa que apresenta um desvio em relação à regência verbal.

a) Simpatizei com toda a diretoria e com as novas orientações.
b) Há alguns dos novos diretores com os quais não simpatizamos.
c) A firma toda não se simpatizou com a nova diretoria.
d) Somente o tesoureiro não simpatizou com a nova diretoria.

11. (Conc. Escrivão de Polícia) Assinale a alternativa em que o significado do verbo apontado entre parênteses não corresponde à sua regência.

a) Com sua postura séria, o diretor assistia todos os funcionários dos departamentos da empresa. (ajudar)
b) No grande auditório, o público assistiu às apresentações da Orquestra Experimental. (ver)
c) Esta é uma medida que assiste aos moradores da Vila Olímpia. (caber)
d) Estudantes brasileiros assistem na Europa, durante um ano. (observar)

12. (Conc. Analista de Sistemas - Banco Central) Os trechos a seguir constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro de regência.

a) Desde abril, já é possível perceber algum decréscimo da atividade econômica, com queda da produção de bens de consumo duráveis, especialmente eletrodomésticos, e do faturamento real do comércio varejista.
b) Apesar da queda da inflação em maio, espera-se aceleração no terceiro trimestre, fenômeno igual ao observado nos dois últimos anos, em decorrência da concentração de aumentos dos preços administrados.
c) Os principais focos de incerteza em relação às perspectivas para a taxa de inflação nos próximos anos referem-se a evolução do preço internacional do petróleo, o comportamento dos preços administrados domésticos e o ambiente econômico externo.
d) Desde maio, porém, entraram em foco outros fatores: o racionamento de energia elétrica, a intensificação da instabilidade política interna e a depreciação acentuada da taxa de câmbio.
e) A mais nova fonte de incerteza é o choque derivado da limitação de oferta de energia elétrica no País, pois há grande dificuldade em se avaliar seus efeitos com o grau de precisão desejável.
(Trechos adaptados do Relatório de Inflação - Banco Central do Brasil, junho de 2001- v. 3, 1° 2, p. 7 e 8)






1. (UFPA) Assinale a alternativa que contém as respostas corretas.

I. Visando apenas os seus próprios interesses, ele, involuntariamente, prejudicou toda uma família.
II. Como era orgulhoso, preferiu declarar falida a firma a aceitar qualquer ajuda do sogro.
III. Desde criança sempre aspirava a uma posição de destaque, embora fosse tão humilde.
IV. Aspirando o perfume das centenas de flores que enfeitavam a sala, desmaiou.

a) II, III, IV
b) I, II, III
e) I, III, IV
d) I, III
e) I, II

2. (UFAM) Assinale o item em que há erro quanto à regência:

a) São essas as atitudes de que discordo.
b) Há muito já lhe perdoei.
c) Informo-lhe de que paguei o colégio.
d) Costumo obedecer a preceitos éticos.
e) A enfermeira assistiu irrepreensivelmente o doente.

3. (UNIMEP-SP) Quando implicar tem sentido de “acarretar”, “produzir como conseqüência”, constrói-se a oração com objeto direto, como se vê em:

a) Quando era pequeno, todos sempre implicaram comigo.
b) Muitas patroas costumam implicar com as empregadas domésticas.
c) Pelo que diz o assessor, isso implica em gastar mais dinheiro.
d) O banqueiro implicou-se em negócios escusos.
e) Um novo congelamento de salários implicará uma reação dos trabalhadores.

4. (FMU-SP) Assinale a única alternativa incorreta quanto à regência do verbo.

a) Perdoou nosso atraso no imposto.
b) Lembrou ao amigo que já era tarde.
c) Moraram na rua da Paz.
d) Meu amigo perdoou ao pai.
e) Lembrou de todos os momentos felizes.

05. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que há erro de regência verbal.

a) Os padres das capelas que mais dependiam do dinheiro desfizeram-se em elogios à garota.
b) As admoestações que insisti em fazer ao rábula acabaram por não produzir efeito algum.
e) Nem sempre o migrante, em cujas faces se refletia a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a situação.
d) Era uma noite calma que as pessoas gostavam, nem fria nem quente demais.
e) Nem sempre o migrante, cujas faces refletiam a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a situação.

06. (UFG) Indique a alternativa correta.

a) Sempre pago pontualmente minha secretária.
b) Você não lhe viu ontem.
e) A sessão fora assistida por todos os críticos.
d) Custei dois anos para chegar a doutor.
e) O ideal a que visavam os parnasianos era a perfeição estética.

07. (UFSCar-SP) Assinale a alternativa correta quanto à regência:

a) A peça que assistimos foi muito boa.
b) Estes são os livros que precisamos.
c) Esse foi um ponto que todos se esqueceram.
d) Guimarães Rosa é o escritor que mais aprecio.
e) O ideal que aspiramos é conhecido por todos.

08. (Mack-SP) Assinale a alternativa incorreta quanto à regência verbal:

a) Ele custará muito para me entender.
b) Hei de querer-lhe como se fosse minha filha.
c) Em todos os recantos do sítio, as crianças sentem-se felizes, porque aspiram o ar puro.
d) O presidente assiste em Brasília há quatro anos.
e) Chamei-lhe sábio, pois sempre soube decifrar os enigmas da vida.

09. (CEFET-PR) Assinale a alternativa que apresenta incorreção quanto à regência:

a) Nós nos valemos dos artifícios que dispúnhamos para vencer.
b) Ele preferiu pudim a groselha.
c) O esporte de que gosto não é praticado no meu colégio.
d) Sua beleza lembrava a mãe, quando apenas casada.
e) Não digo com quem eu simpatizei, pois não lhe interessa.

10. (Conc. Investigador de Policia) Assinale a alternativa que apresenta um desvio em relação à regência verbal.

a) Simpatizei com toda a diretoria e com as novas orientações.
b) Há alguns dos novos diretores com os quais não simpatizamos.
c) A firma toda não se simpatizou com a nova diretoria.
d) Somente o tesoureiro não simpatizou com a nova diretoria.

11. (Conc. Escrivão de Polícia) Assinale a alternativa em que o significado do verbo apontado entre parênteses não corresponde à sua regência.

a) Com sua postura séria, o diretor assistia todos os funcionários dos departamentos da empresa. (ajudar)
b) No grande auditório, o público assistiu às apresentações da Orquestra Experimental. (ver)
c) Esta é uma medida que assiste aos moradores da Vila Olímpia. (caber)
d) Estudantes brasileiros assistem na Europa, durante um ano. (observar)

12. (Conc. Analista de Sistemas - Banco Central) Os trechos a seguir constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro de regência.

a) Desde abril, já é possível perceber algum decréscimo da atividade econômica, com queda da produção de bens de consumo duráveis, especialmente eletrodomésticos, e do faturamento real do comércio varejista.
b) Apesar da queda da inflação em maio, espera-se aceleração no terceiro trimestre, fenômeno igual ao observado nos dois últimos anos, em decorrência da concentração de aumentos dos preços administrados.
c) Os principais focos de incerteza em relação às perspectivas para a taxa de inflação nos próximos anos referem-se a evolução do preço internacional do petróleo, o comportamento dos preços administrados domésticos e o ambiente econômico externo.
d) Desde maio, porém, entraram em foco outros fatores: o racionamento de energia elétrica, a intensificação da instabilidade política interna e a depreciação acentuada da taxa de câmbio.
e) A mais nova fonte de incerteza é o choque derivado da limitação de oferta de energia elétrica no País, pois há grande dificuldade em se avaliar seus efeitos com o grau de precisão desejável.
(Trechos adaptados do Relatório de Inflação - Banco Central do Brasil, junho de 2001- v. 3, 1° 2, p. 7 e 8)




1 – (UFPR) – Observe a concordância verbal:

1 – Algum de vós conseguirei a bolsa de estudo?
2 – Sei que pelo menos um terço dos jogadores estavam dentro do campo naquela hora.
3 – Os Estados Unidos são um país muito rico.
4 – No relógio do Largo da Matriz bateu cinco horas: era o sinal esperado.

a) Somente a frase 1 está errada.
b) Somente a frase 2 está errada.
c) As frases 2 e 3 estão erradas.
d) As frases 1 e 4 estão erradas.
e) As frases 2 e 4 estão erradas.

Resposta: D

Quais de vós, quantos de nós, alguns de nós, etc. admitem as seguintes concordâncias: o verbo
concorda com o pronome indefinido ou interrogativo, ficando na 3ª pessoa do plural ou
concorda com o pronome pessoal. Porém, se o pronome estiver no singular o verbo ficará na 3ª
pessoa do singular.

Na indicação de horas o verbo bater concorda com o número de horas, que normalmente é o
sujeito. O verbo bater pode ter outra palavra como sujeito, com a qual deve concordar.

2 – (UEPG – PR) - Assinale a alternativa incorreta, segundo a norma gramatical:

a) Os Estados Unidos, em 1941, declararam guerra à Alemanha.
b) Aqueles casais parecia viverem felizes.
c) Cancelamos o passeio, haja visto o mau tempo.
d) Mais de um dos candidatos se cumprimentaram.
e) Não tínhamos visto as crianças que faziam oito anos.

Resposta: C

Ocorrem as seguintes concordâncias: a expressão haja vista fica invariável quando equivalente
a atente-se; por exemplo.

O verbo haver varia quando equivale a vejam-se.

3 – (UFCE) – Como a frase “fui eu quem fez o casamento”, também estão corretos os períodos
abaixo:

1. Fui eu que fiz o casamento.
2. Foi eu quem fez o casamento.
4. Fui eu que fez o casamento.
8. Foste tu que fizeste o casamento.
16. Foste tu quem fez o casamento.
32. Fostes vós que fez o casamento.
64. Fostes vós quem fez o casamento.

Resposta: 89

Quando o sujeito for o pronome relativo QUEM o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou
concorda com o antecedente. Se o sujeito for o pronome relativo QUE o verbo concorda com o
antecedente.

4 – (CESGRANRIO) – Há concordância inadequada em:

a) clima e terras desconhecidas.
b) clima e terra desconhecidos.
c) terras e clima desconhecidas.
d) terras e clima desconhecido.
e) terras e clima desconhecidos.

Resposta: C

O adjetivo posposto a dois ou mais substantivos há duas concordâncias:
O adjetivo concorda com o mais próximo ou vai para o plural. Se os gêneros são diferentes, prevalece o
masculino.

5 – (UEPG – PR) – Marque a frase absolutamente inaceitável, do ponto de vista da concordância
nominal:

a) É necessária paciência.
b) Não é bonito ofendermos aos outros.
c) É bom bebermos cerveja.
d) Não é permitido presença de estranhos.
e) Água de Melissa é ótimo para os nervos.

Resposta: A

Há duas concordâncias para as expressões é bom, é necessário, etc.:
- fica invariável, portanto no masculino, se o sujeito não vem precedido de artigo ou outro elemento determinante. Se vier precedido de artigo ou elemento determinante concorda com o sujeito.

6 – (CESCEM – SP) – Já ... anos, ... neste local árvores e flores. Hoje, só ... ervas daninhas.

a) fazem/havia/existe
b) fazem/havia/existe
c) fazem/haviam/existem
d) faz/havia/existem
e) faz/havia/existe

Resposta: D

Haver/fazer são verbos impessoais. São empregados apenas na 3ª pessoa do singular. Haver (sentido de existir, ocorrer) e o verbo Fazer (na indicação de tempo). Existir é pessoal e concorda normalmente com o sujeito.

7 – (UFPR) – Qual a alternativa em que as formas dos verbos bater, consertar e haver nas frases abaixo, são usadas na concordância correta?

- As aulas começam quando ... oito horas.
- Nessa loja ... relógios de parede.
- Ontem ... ótimos programas na televisão.

a) batem – consertam-se – houve
b) bate – consertam-se – havia
c) bateram – conserta-se – houveram
d) batiam – conserta-se-ão – haverá
e) batem – consertarei – haviam

Resposta: A

Bater empregado com referência às horas concorda com o número de horas. Quando há sujeito, o verbo concorda com ele.

A partícula SE na segunda oração é apassivadora; concorda com o sujeito da oração.

O verbo haver, no sentido de existir, ocorrer, conjuga-se na 3ª pessoa do singular.

8 – (PUCCAMP – SP) – Se a altíssimo corresponde alto, a celebérrimo, libérrimo, crudelíssimo, humílimo, paupérrimo, respectivamente, há de corresponder:

a) célebre, líbero, cruel, úmido, pobre.
b) célebre, livre, cru, úmido, pobre.
c) célebre, livre, cruel, humilde, pau.
d) célebre, livre, cruel, humilde, pobre.
e) célebre, livre, cru, humilde, pobre.

Resposta: D

O superlativo absoluto expressa a qualidade de um ser, no seu grau mais elevado, sem comparação com outro ser. Nesta questão temos exemplos de superlativo absoluto sintético. É formado pelo radical do adjetivo + sufixo.

9 – (UFV-MG) – Em todos os itens o pronome SE é apassivador, EXCETO:

a) Sabe-se que ele é honesto.
b) Organizou-se, ontem, esta prova.
c) Não se deverá realizar mais a festa.
d) Nada mais se via.
e) Assistiu-se à cerimônia inteira.

Resposta: E

A oração E não pode ser passada para a voz passiva analítica, então, não pode ser pronome apassivador. O “SE” é índice de indeterminação do sujeito. Quem assistiu à cerimônia? Não sabemos quem é o sujeito.

10 – (PUCCAMP-SP) – “Nunca chegará ao fim, por mais depressa que ande”.

A oração destacada é:

a) Subordinada adverbial causal.
b) Subordinada adverbial concessiva.
c) Subordinada adverbial condicional.
d) Subordinada adverbial consecutiva.
e) Subordinada adverbial comparativa.

Resposta: B

A Oração subordinada adverbial concessiva indica uma concessão às ações do verbo da oração principal, isto é, há uma contradição ou um fato inesperado.

11 – (UFPR) – Julieta ficou à janela na esperança de que Romeu voltasse.

A oração em destaque é:

a) subordinada substantiva subjetiva.
b) subordinada substantiva completiva nominal.
c) subordinada substantiva predicativa.
d) subordinada adverbial causal.
e) subordinada adjetiva explicativa.

Resposta: B

A oração subordinada substantiva completiva nominal funciona como complemento nominal de um substantivo, adjetivo ou advérbio da oração principal.

domingo, 17 de maio de 2009

Camões

Sobre internet e livros

O caderninho teen do Globo, o Megazine, de vez em quando me causa espécie com algumas matérias. A matéria de capa de ontem falava da relação dos jovens com a internet e a porcentagem de atividades reais – como fazer exercícios, ir ao cinema ou ler - que está sendo preterida por eles em comparação às atividades online. Um trecho me chamou a atenção. Entre cinco jovens – quatro eram, aparentemente mais ajuizados - entrevistados pelo caderno, um deles, o adolescente Luís Emanoel de Oliveira, de 17 anos, aluno do 3o. ano do colégio Pedro II (que aqui no Rio é considerado um bom colégio, apesar de público), declarou o seguinte:

“É muito mais fácil clicar numa tela de computador do que folhear um livro (…) A internet me oferece muito mais vantagens que os livros. Leio aqueles que a escola me passa (sic). A literatura está ultrapassada, não oferece atrativos suficientes para os jovens. A internet é enriquecedora, pois ela possibilita que você entre em contato com pessoas de línguas diferentes, culturas diferentes. (…) Quando estou interessado em algum assunto, o lugar ideal para pesquisar é na internet, que tem uma quantidade insuperável de informações. A gente acaba lendo o tempo todo quando está conectado.”

Olha, isso é um retalho apavorante de pensamento, principalmente porque foi colocado entre outros depoimentos mais consistentes, sem o devido cuidado de transformá-lo em denúncia de uma idéia completamente rota. Na verdade, a única ressalva que a revistinha faz é, ao final do depoimento do jovem, no que diz respeito às informações colhidas na rede, o seguinte comentário: (…) diz ele, sem levar em conta, aparentemente, que boa parte dos sites trazem informações erradas ou imprecisas“. É pouco. Nesse pequeno depoimento, encontram-se pelo menos sete erros sérios de avaliação que a revistinha poderia ter explorado, prestando assim um serviço bem melhor aos leitores. Vamos a eles:

1. Conteúdo x forma. Me impressiona que até hoje, mesmo gente velha de internet ainda não tenha compreendido – e o pior, que fique tentando provar o contrário o tempo todo – que a rede é meio e não fim. Sabe, para algumas pessoas, ler em computadores pode até ser mais fácil e prático que ler livros em papel ou jornais. Concordo. Mas isso é uma questão de forma, não de conteúdo. Se você lê algo relevante, não importa onde o faça. E cá para nós, eu ainda não vi nada, nesses treze anos de rede que tenho, que fosse algo absolutamente original da rede em termos de conteúdo. Há melhorias, mas não novidades. Enciclopédias já existiam e continuam existindo. Jornais só se tornaram mais rápidos, ninguém reinventou o lead, por exemplo. Sites pessoais continuam sendo currículos, blogs são diários publicados (o que eu escrevo hoje, com diferença de vinte anos de maturidade, são as minhas velhas agendas, com textos, poemas, desenhos e etc…), chats são conversas, twitters são mesas de bar e assim vai. A internet só possibilitou a publicação do que já se produzia privadamente.

2. A literatura não tem atrativos para jovens? Certo, onde esse rapaz esteve nos últimos anos que não ouviu falar em Harry Potter, só para citar um exemplo? Ah, sim, deve ser um sujeito muito culto que não liga para essas manifestações de pequena burguesia, ainda mais vindas do estrangeiro. Olha, não me levem a mal, mas essa miguxada não vê atrativos em literatura jovem porque simplesmente não conhece nada de literatura. Tanto eu neste post, quanto a Lulu neste outro, só para citar dois exemplos, já provamos nos blogs que o que não falta nesse mundo é boa literatura infanto-juvenil. Ah! Espera aí, Harry Potter não é literatura? Ah, sim, o moleque deve ser um desses preciosistas também. Foi mal. Por fim, para quem acha que literatura não interessa ao jovem, devia pensar também nos jovens que não somente lêem como escrevem e bem. Como a Olivia.

3. A literatura está ultrapassada? Em primeiro lugar, essa idéia é o seguimento óbvio do erro anterior. Quem não gosta de ler quando criança e adolescente, certamente não vai gostar de ler quando adulto. As conseqüências disso são as mesmas velhas que já conhecemos: pouca capacidade de escrita, péssima capacidade de interpretação de textos, senso crítico pobre, baixa concentração, pouca imaginação. Enfim, mais um para ser parte da Grande Escumalha, da Grande Boiada. Contudo, além disso, é uma observação completamente equivocada. Nunca se escreveu tanto, nunca se publicou tanto. E mesmo para os que defendem que literatura de gente viva não presta, eu creio que há, nesse mar de lançamentos, nem que seja pela insistência, coisas realmente boas e dignas. E afinal, o quê, se a literatura está ultrapassada, a substituiu? o MSN?

4. Contato com outras línguas e culturas? Rá! piada, né? Dizer que conhecer meia dúzia de miguxos americanos e argentinos enquanto joga Counter Strike é travar contato com línguas e culturas diferentes é uma brincadeira de mau gosto. Contato com línguas e culturas diferentes se dá de duas formas: viajando ou lendo. Não conheço nenhuma outra.

5. Lugar ideal para pesquisas? Para quem tem a capacidade de discernir o quê, dentro desse mar de porcaria que existe na rede, é relevante ou não, a internet realmente foi uma maravilhosa conquista. Para um médico que, há quinze anos, para obter um paper de um artigo de um pesquisador estrangeiro, precisava passar por verdadeiras vias-crucis de bibliotecas e correios, conseguir isso na rede em segundos, é fabuloso. Para quem sabe que não há melhor relato da revolução nacionalista de 1830 na França que o livro Les Misérables, de Victor Hugo, conseguir uma versão rara em francês na rede é a glória. Agora, para quem faz pesquisas no Google e copia-e-cola trabalhos de colégio de outros moleques tão ignorantes quanto, é uma tragédia.

6. Quantidade insuperável de informações? Desde quando isso é vantagem? já está provado que um homem que tem dois relógios nunca sabe que horas são. Qualquer dia desses, se replicarem demais que Cabral chegou ao Brasil em Porto Seguro em pleno carnaval, no dia de um show de Ivete Sangalo, vai ter muito idiota desses acreditando. Aliás, quem não leu 1984, de George Orwell (e não existe boa literatura palatável para jovens, sei…) devia ler, rápido, mas sem dar tanta importância ao aspecto mais conhecido do livro, o Big Brother. A reescrita da história e a criação da novilíngua, essas são as sacadas mais geniais do autor. E o miguxês seria o quê, afinal de contas? Já tem legenda de filme. Só falta a primeira publicação de livro.

7. Lendo o tempo todo? Numa boa, quem acha que lê o tempo todo na internet, definitivamente não entende o que seja ler. Ler implica em concentração, avaliação, crítica, abstração, mesmo quando é para ler uma receita de bolo, uma bula de remédio ou uma história em quadrinhos. Agora me digam, quem consegue ler oito janelas abertas ao mesmo tempo com MSN pipocando, música no ouvido e outras coisas mais? E mais: o que se lê também é importante. Oito horas num chat, ainda que seja “lendo”, são oito horas perdidas em termos de leitura. Que há a leitura instrumental, ok. Mas ler, ler de verdade, não é nem perto disso.